Veterinário ensina os cuidados de inverno para cães de qualquer idade e raça - Pet é pop

Veterinário ensina os cuidados de inverno para cães de qualquer idade e raça

Veterinário ensina os cuidados de inverno para cães de qualquer idade e raça
Veterinário ensina os cuidados de inverno para cães de qualquer idade e raça
Veterinário ensina os cuidados de inverno para cães de qualquer idade e raça (Foto: Robert Thiemann/Unsplash)

Embora o inverno ainda não tenha começado, os dias frios já anunciam que teremos uma estação rigorosa pela frente. E assim como os tutores, os pets podem sentir muito frio, principalmente de acordo com a idade e a pelagem: cães filhotes e idosos, assim como as raças que apresentam pelo mais curto – como Chihuahua, Pug, Bulldog, Boxer, Pinscher e Fox Paulistinha -, são mais suscetíveis ao frio e precisam de alguns cuidados especiais

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De acordo com o veterinário e proprietário do Clube de Cãompo, Aldo Macellaro Jr, medidas simples como colocar uma roupa no pet e aquecer sua pequena cama com mantas e cobertores podem ajudá-los a sentir menos frio, entretanto, a rotina de cuidados vai um pouco além disso. Pensando na saúde e bem-estar dos animais nesse período, a seguir, o especialista destaca uma série de dicas como orientação aos tutores.

Cachorro toma banho no inverno?

Os banhos no inverno podem acontecer com menos frequência, o que pode variar de acordo com a raça e ambiente que o pet habita. Em média, os banhos nesse período podem ser dados a cada 30 dias em cães de pelagem mais curta e que vivem em áreas externas. Já os cães de pelagem longa e que vivem dentro de casa, podem tomar banhos a cada 15 dias. “O mais importante é preservar a saúde do animal, eles não precisam estar sempre perfumados. Caso o tutor opte por uma frequência de banhos mais espaçada não há problema, mas alguns cuidados precisam ser mantidos como a limpeza dos ouvidos, escovação dos dentes e da pelagem, principalmente em cães de pelo longo que costumam sofrer com nós. Animais que tomam banho em pet shops não costumam ter problemas nesse período, mas caso o tutor opte por dar banho em casa, é muito importante escolher um horário mais quente do dia, evitar banhos ao ar livre, usar água morna, secar bem os pelos e proteger os ouvidos, para que não entre água. Cães da raça Cocker Spaniel, por exemplo, precisam de cuidados redobrados nesse sentido, pois apresentam problemas auriculares com maior frequência”, explica Aldo Macellaro Jr.

Alimentação deve ser balanceada

Os pets devem receber uma alimentação balanceada ao longo do ano, independentemente das estações. Porém, com o inverno o animal acaba se exercitando menos e, consequentemente, gastando menos energia, o que pode levar ao aumento de peso. “Esse ponto merece bastante atenção, pois muitos tutores acabam compartilhando suas refeições, o que pode ser muito prejudicial para a saúde do cão. No inverno a dieta precisa ser seguida com ainda mais rigor, pois a obesidade abre portas para outras doenças mais graves”, destaca o veterinário.

Está muito frio para fazer um passeio?

Mas saiba que a atividade física é essencial para a saúde física e psicológica do cão. Além de ajudar a controlar o peso, proteger de doenças cardíacas e articulares, os cachorros precisam estar em movimento, interagindo com outros animais e explorando novos ambientes. “Apesar do frio, os passeios precisam ser feitos pelo bem do pet. Quando eles passam muito tempo trancados em casa podem ficar ansiosos e até agressivos por manter a energia contida. Pode ser uma voltinha rápida pelo bairro e depois, complementar com mais alguma brincadeira de interação entre o pet e o tutor”, exemplifica o especialista.

Vacinas precisam estar em dia

A vacinação do pet é fator importante para preservar sua saúde e deve estar sempre em dia. Mas no inverno, com as temperaturas mais baixas e possíveis quedas na imunidade, algumas doenças respiratórias infecciosas acometem os animais com mais frequência como a tosse dos canis, também conhecida como traqueobronquite infecciosa canina, e a vacinação é a melhor forma de prevenção. “Essa infecção pode ser causada por vírus ou bactérias e costuma apresentar sintomas como tosse frequente, espirros, secreções no nariz, boca e olhos, chiado na respiração, febre e vômitos. A tosse pode ser confundida com engasgos, por isso é preciso estar atento, alguns casos podem evoluir para pneumonia. As vacinas hoje disponíveis são indispensáveis para evitar essas contaminações e complicações”, ressalta Aldo Macellaro Jr.

Frio, dor ou ambos?

Este é um ponto que requer muita atenção, especialmente quando diz respeito aos cães com idade mais avançada, que possuem massa muscular e camada de gordura reduzidas, um processo natural do envelhecimento. “Pode ser que o pet com mais idade durma por mais tempo e com o frio fique mais encolhido. Quando ele acorda, pode ser acometido por fortes dores articulares e agravar os casos de artrite e artrose, por exemplo. Nesses casos, é preciso estar atento ao que parece ser uma preguiça e ajudar o animal a se movimentar, para evitar que chegue a quadros mais críticos de dor e desconforto. Em alguns casos é preciso buscar ajuda veterinária para a realização de exames, diagnóstico e tratamento mais adequado”, conclui Macellaro Jr.

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