Startup brasileira desenvolve aplicativo de rede social dedicada aos pets - Pet é pop

  • Startup brasileira desenvolve aplicativo de rede social dedicada aos pets

    cachorro computador - Foto Pixabay
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    cachorro computador - Foto PixabayUma rede social voltada 100% ao mundo pet, criada com a concepção de que homem e pet estão cada vez mais conectados. Mais do que isso: um ecossistema de negócios e de relacionamento, no qual donos de pets e empresas do setor interagem, visando um bem comum.

    Assim é o Arknoah, aplicativo criado por Carlos Cipriano, um ex-executivo do mercado de telecom. A partir de um problema pessoal e do olhar sobre um mercado pulsante, que cresce dois dígitos anuais, ele percebeu que ali existia uma oportunidade promissora de atuação não só no mercado brasileiro, mas em nível mundial.

    “O app  pretende integrar toda a cadeia de valor do universo pet. Envolve os tutores (arklovers), fornecedores de produtos, serviços e soluções para os pets (arkbest) e um segmento que desde o princípio fizemos absoluta questão de um tratamento próximo e diferenciado, que é o das ONGS (arkangels), que lutam diariamente pela causa pet”, conta Cipriano.

    Ele e seus sócios, Josué Freitas (também oriundo do mercado telecom e COO da startup) e a veterinária Mônica Lopes (responsável pela qualidade técnica e que dará dicas veterinárias, além de ser a responsável pela interação com os arklovers), investiram desde 2017, quando a ideia do app começou a tomar forma, mais de R$ 1 milhão – em recursos próprios; não houve investidores externos ou alavancagem.

    Como funciona

    gato computador - Foto Pixabay

    O funcionamento é similar ao das redes sociais convencionais dos tutores. Baixa-se o aplicativo, faz-se um cadastro com alguns dados pessoais e em seguida inserem-se fotos e dados dos pets.

    A partir daí, pessoas, pets, empresas e ONGs se conectam mutuamente e interagem, podendo curtir, comentar, mandar mensagens, postar fotos e vídeos, além de poderem consumir o conteúdo periódico do aplicativo.

    Exemplos desse conteúdo são dicas da doutora Mônica e das mascotes oficiais do app: o rottweiler Paul, que falará de generalidades do mundo pet; a gatinha Marietta, que discorrerá sobre horóscopo; o papagaio Silvio, que ensinará o alfabeto pet (uma pílula: “aubraço”); e o peixe palhaço Oscar, que contará coisas engraçadas sobre pets.

    A fase 2 contempla o oferecimento de serviços de localização, prontuário veterinário para os pets, conexão com eles e serviços. Já a fase 3 pretende conectar agendas dos profissionais com os arklovers, além de reconhecimento facial dos pets.

    Mercado de quase 140 milhões

    Segundo o Instituto Pet Brasil / IBGE, há cerca de 139,3 milhões de pets no país, dos quais 54,2 milhões são cães, 39 milhões, aves, e 23,9 milhões, gatos.

    Esta última é a categoria que mais cresceu (8,1%) em comparação à média geral (5,2%) de seis anos atrás, quando a população pet nacional somava 132,4 milhões.

    Conectar esse universo de donos às empresas do setor está no escopo da nova rede social – cujo potencial econômico é significativo: somente em 2018, o setor movimentou R$ 20,3 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). E a perspectiva é que esse número cresça cada vez mais.

    O projeto Arknoah é genuinamente brasileiro e tem aspiração de se tornar internacional. “Até a concepção do nome foi planejada para facilitar uma compreensão universal, mas daremos um passo de cada vez. Ser forte no Brasil é uma premissa, já que o país é o segundo mercado pet no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos”, diz Cipriano.

    O app já está disponível nas lojas online (AndroidiOS), para download gratuito. E seu modelo de negócio está baseado, inicialmente, na venda de anúncios e patrocínios. Mas em pouco tempo irá além.

    Os sócios já estão em conversas adiantadas com uma instituição financeira para o estabelecimento de parceria de negócios, integrando plataformas, além da capacidade em conectar a necessidade de serviços com os fornecedores.

    A meta é chegar a 16.500 downloads até abril de 2020 e, em 30 meses, atingir a marca de 1 milhão. 

    Como surgiu a ideia

    Em 2017, Cipriano percebeu, por conta de um problema de saúde de seu pet (a gata Sofie), que faltava melhorar a relação entre veterinários e pacientes, prontuário eletrônico, agendamento de consultas, localização, entre outros aspectos.

    Por conta de sua experiência profissional, a doutora Monica, veterinária do app, contribuiu com as primeiras ideias, acrescidas da percepção de Josué Freitas, sobre a força que se teria para se diferenciar no mercado pet.

    Foi quando Cipriano percebeu que não havia uma rede social para os pets – apesar de existir padaria, buffet, hotel, boutique, spa, motel, cemitério, salões de beleza, vestuário e até restaurante para eles, com centenas de apps de serviços, mas nenhuma rede social com serviços e ONGs.

    O executivo vislumbrou, então, a possibilidade de fundir dois mercados crescentes no Brasil e no mundo: o consumo de app e a indústria pet.

    Carlos queria que a rede social tivesse um nome de fácil compreensão, não só em português, mas em várias línguas, que denotasse inclusão, porém, que fugisse do tradicional “xxxPET”.

    Depois de muito brainstorming sem, contudo, chegar a um nome definitivo, ao abrir a Bíblia ele leu sobre Noé e sua arca. Nascia Arknoah, que significa “Arca de Noé” em inglês.

    aplicativo de redes sociais para pets Arknoah - Foto Divulgação

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