Se um estranho tratar você mal, seu gato não vai mover uma palha, revela estudo - Pet é pop

Se um estranho tratar você mal, seu gato não vai mover uma palha, revela estudo

Se um estranho tratar você mal, seu gato não vai mover uma palha, revela estudo
Se um estranho tratar você mal, seu gato não vai mover uma palha, revela estudo
Se um estranho tratar você mal, seu gato não vai mover uma palha, revela estudo (Foto: Chunlea Ju/Unsplash)

Um novo estudo revelou que os gatos, ao contrários dos cães, não evitam interagir com um estranho que tratou você mal.

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Os donos de gatos tentam há anos quebrar os estereótipos de que gatos são indiferentes, ao contrário dos amorosos caninos. Mas, um novo estudo, realizado por pesquisadores no Japão, complica a imagem dos felinos.

Adaptando um método usado anteriormente para estudar cães, os pesquisadores descobriram que os gatos não evitam estranhos que se recusam a ajudar seus donos. No experimento, um gato observou seu dono tentar abrir uma caixa para pegar algo dentro. Dois estranhos sentaram-se de cada lado do dono e ele se virou para um deles e pediu ajuda.

Um dos estranhos ajudou o dono a abrir a caixa. O outro estranho ficou sentado sem fazer nada. Então, os dois estranhos ofereceram um petisco ao gato, e os cientistas observaram para ver qual o gato se aproximava primeiro: quem ajudou ou quem não fez nada? A escolha indicaria que, se ele escolheu o ajudante, significa que ele se sentiu mais afetuoso com o estranho que ajudou seu dono.

Quando esse método foi usado para testar cães, eles mostraram um viés claro: os cães preferiram não comer o petisco de um estranho que recusou ajuda ao dono. Em contraste, os gatos no novo estudo se demonstraram completamente indiferentes. Aparentemente, no que diz respeito aos gatos, comida é comida.

Conclusões do estudo

Uma conclusão tentadora seria que os gatos são egoístas e não se importam com a forma como seus humanos são tratados. Embora isso possa se encaixar em nossos preconceitos sobre gatos, é um exemplo de viés antropomórfico. Envolve interpretar o comportamento dos gatos como se fossem pequenos humanos peludos, em vez de criaturas com suas próprias maneiras distintas de pensar.

Para realmente entender os gatos, temos que sair dessa mentalidade centrada no ser humano e pensar neles como gatos. Quando o fazemos, o que parece mais provável não é que os gatos neste estudo eram egoístas, mas eles não eram capazes de perceber as interações sociais entre os humanos. Para eles, não havia diferença entre o estranho que ajudou e o que não fez nada.

Os gatos foram domesticados mais recentemente e foram alterados pela domesticação muito menos do que os cães. Enquanto os cães descendem de animais de carga sociais, os ancestrais dos gatos eram caçadores solitários. A domesticação provavelmente aumentou as habilidades sociais existentes dos cães, mas pode não ter feito o mesmo com os gatos, que eram menos socialmente conscientes para começar.

Portanto, não devemos nos precipitar em concluir que nossos gatos não se importam se as pessoas nos tratam mal. O mais provável é que eles simplesmente não sabem dizer a diferença entre um bom tratamento e um ruim.

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