Saiba como proteger o seu pet contra o barulho dos fogos - Pet é pop

  • Saiba como proteger o seu pet contra o barulho dos fogos

    cão - fogos - Foto Pexels
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    cão - fogos - Foto Pexels

    Uma das coisas mais esperadas na celebração da passagem de ano é a queima de fogos. Entretanto, enquanto as pessoas se encantam e comemoram, os animais sofrem com o barulho dos fogos de artifício.

    Os tutores precisam adotar medidas que amenizem o estresse dos pets e, em casos mais severos, buscar tratamento médico-veterinário.

    De acordo com o presidente da Comissão Técnica de Homeopatia Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), Fábio Fernando R. Manhoso, é preciso esclarecer que, pela fisiologia dos cães e gatos, é esperado que eles se assustem com os ruídos, uma vez que possuem a audição mais aguçada que a do ser humano.

    “Porém, alguns desenvolvem quadros que configuram pânico, ou seja, que vão além do medo considerado ‘natural’, desencadeando transtornos comportamentais”, diz o professor.

    O problema pode expor os animais a altos níveis de estresse, com manifestações como excesso de agitação ou acuamento.

    Em ambos os casos, há riscos de fugas e de acidentes, desde quedas de escadas, varandas ou janelas, até sufocamento em locais de onde o pet pode não conseguir sair ou ficou preso em guias e coleiras.

    Cuidado redobrado com os cães

    cão - fogos fone de ouvido - Foto Pixabay

    Segundo o presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, médico-veterinário Rodrigo Mainardi, o quadro de pânico é mais frequente entre cães.

    “Os gatos são mais independentes e, com isso, acabam sofrendo menos influência da ansiedade e da preocupação dos donos, além de procurarem naturalmente áreas da casa com maior isolamento sonoro”, diz o médico-veterinário.

    O argumento está atrelado à evidência de que os excessos trazidos pela humanização – que pode ser entendida como um tratamento que interfere negativamente nas necessidades comportamentais das espécies – potencializam o medo e as alterações de comportamento.

    “Se o animal sente que o dono está incomodado com a situação e o abraça e o protege excessivamente, a probabilidade de ele entender que há algo errado e permanecer no quadro de pânico é muito maior.”

    A sugestão de Mainardi é que os tutores ofereçam um ambiente aconchegante em que o pet se sinta confortável e seguro. Esse espaço deve ser providenciado com antecedência, a fim de que o pet se familiarize com o local.

    Também é uma estratégia indicada colocar vídeos com sons de fogos em períodos nos quais a rotina da casa esteja calma, dias antes das festas.

    “Nesse momento, convide-o para brincar ou comer um petisco que ele gosta para deixá-lo à vontade e tirar o foco do som. Assim, a sensibilidade do cão ou gato pode diminuir”, ressalta Mainardi.

    Dicas de proteção

    gato - fogos réveillon - Foto Pixabay

    O presidente da Comissão Técnica de Clínica de Pequenos Animais do CRMV-SP, o médico-veterinário Rodrigo Mainardi, lista algumas dicas que podem ser adotadas no dia em que ocorrem as queimas de fogos:

    – Durante o dia, antes da queima dos fogos, saia com o cão para passear e estimular brincadeiras para gastar energia;

    – Deixe o pet dentro de casa, com portas e janelas fechadas. Isso ajuda a isolar o local dos ruídos e também evita o risco de fuga do animal;

    – É importante que o local em que o pet permanece não dê acesso a varandas, pois o desespero faz com que o animal salte – principalmente no caso de gatos. Caso você tenha um pássaro, a gaiola deve ficar em um local no qual o som seja abafado;

    – Procure deixar no espaço tudo que o animal gosta, como cama, cobertas e brinquedos, além de caixas de transporte para que eles possam se refugiar nos momentos de medo;

    – Coloque algodão nos ouvidos do pet – desde que não cause irritabilidade, o que piora ainda mais o estresse do animal;

    – Não use guias. Eles podem ficar nervosos, correr e se enrolar, elevando o risco de enforcamento acidental. As coleiras devem ser mantidas inclusive com identificação do nome animal e telefone para contato;

    – Caso esteja habituado a ouvir sempre TV, rádio ou outros, deixe ligado no ambiente com o volume alto, pois isso ajuda a disfarçar o som dos fogos e a fazer com que o animal sinta familiaridade e acolhimento;

    – Cachorros e gatos não devem ser postos juntos nesses momentos, pois podem se atacar, mutuamente;

    – Transmita tranquilidade e aja naturalmente.

    Tratamento contra o pânico

    Fogos - Foto Pixabay

    Em casos mais graves de pânico, porém, é preciso buscar uma avaliação de um médico-veterinário para o uso de medicamentos controlados. A escolha da substância, bem como a dose a ser administrada, vão depender da raça, porte, contexto de saúde do pet, entre outros fatores.

    “É fundamental que os tutores nunca mediquem por conta própria. Isso põe em risco a saúde dos animais”, diz o presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, médico-veterinário Rodrigo Mainardi.

    Os medicamentos homeopáticos são bastante indicados para casos de transtornos de comportamentos, uma vez que a homeopatia visa o equilíbrio orgânico, funcional e mental do animal.

    No entanto, para que os resultados sejam alcançados, o tratamento deve começar bem antes dos dias em que ocorrerão os fogos. Da mesma forma que com os alopáticos, precisam de prescrição médica-veterinária.

    “As receitas são individualizadas. Por isso, a prescrição feita para o seu cão não pode ser repassada para o cachorro do seu amigo ou parente e vice-versa. É indispensável consultar um profissional”, frisa o presidente da Comissão Técnica de Homeopatia Veterinária do CRMV-SP, Fábio Fernando R. Manhoso.

    Com informações da Assessoria de Comunicação do CRMV-SP

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