Saiba como falar sobre a morte de um pet para uma criança - Pet é pop
  • Saiba como falar sobre a morte de um pet para uma criança



    Um animal de estimação pode ser o amigo mais próximo de uma criança, um companheiro fiel que compartilha as alegrias e decepções e que dispensa o amor incondicional por sua mera presença e toque. Sua perda será traumática. Além disso, a morte de um animal de estimação geralmente será o primeiro encontro de uma criança com a morte e sua dolorosa e desconcertante consequência.

    A tristeza que uma criança sentirá com a morte de um cão ou gato é semelhante àquela sentida pela perda de um familiar próximo. E, embora sempre seja possível adotar outro pet, nenhum irá substituir aquele bichinho que amou e foi amado pela criança.

    Falar honestamente e com naturalidade sobre a saúde do animal quando os primeiros sinais de um possível problema ocorrerem ajuda a preparar o terreno para conversas mais sérias, se e quando o animal adoecer gravemente e posteriormente, em caso de morte ou eutanásia.

    A maioria dos veterinários é treinada para lidar com os sentimentos das crianças quando um animal de estimação muito amado está morrendo. Eles estão treinados para explicar os procedimentos em uma linguagem apropriada à idade da criança e, ao fazê-lo, tirarão um pouco da dor da experiência angustiante de visitar o veterinário pela última vez.

    O que dizer quando a hora chegar

    Evite eufemismos como “ele foi dormir”. As crianças mais jovens podem tomar tais declarações literalmente e esperar que o animal acorde, mais cedo ou mais tarde. Ou eles podem instintivamente perceber que isso não é um sono comum e abrigar o medo incômodo de que algo desagradável possa acontecer com eles quando forem dormir à noite.

    Quando falada com suavidade e explicada com gentileza, a realidade pode curar mais eficazmente do que qualquer ficção. Além disso, é provável que se mostre muito mais reconfortante do que algumas das especulações selvagens que as crianças podem invocar em suas imaginações.

    O conselho primordial é sempre ser honesto. Se você vai ao veterinário sabendo que o animal não volta para casa, é preciso avisar a criança. Ela precisa sofrer, e o processo de luto começa a partir do momento em que a decisão pelo fim foi tomada. Diferentemente da morte de um animal de estimação repentina, em um acidente rodoviário, por exemplo, o fim após uma doença pode ser controlado.

    Fotos Pixabay
    Ensaiando o discurso

    Como pai ou responsável, você desempenha um papel importante em um processo de eutanásia. Fale com o veterinário para se informar sobre os procedimentos médicos de antemão e, em linguagem apropriada à idade, compartilhe-os com a criança para que ela não fique chocada ou surpreendida.

    Essencialmente, o veterinário estará administrando uma dose excessiva de anestésico para que o animal deslize sem dor para o que parece ser um sono. No entanto, a criança não deve ficar com o pensamento de que é um sono de verdade nem, mais importante, que esse é o modo como os humanos doentes acabarão morrendo.

    Morte inesperada

    Se o animal morrer em um acidente, toda a família experimentará o choque simultaneamente. Tente compartilhar a tristeza abertamente e sem constrangimento. Suas próprias lágrimas ajudarão as crianças a sentir que não estão sozinhas em sua tristeza e que essa é uma dor que pode ser compartilhada.

    Lembre-se também de que esse pode ser o primeiro encontro da criança com a terrível imprevisibilidade do mundo. Nada menos do que a percepção existencial de que animais, pessoas e coisas que eles amam podem ser tiradas deles sem aviso prévio.

    Responda às perguntas da criança admitindo honestamente que nem sempre você tem as respostas. Sua disposição simplesmente para discutir essas questões difíceis tirará parte do medo e da ansiedade em torno delas. Sua abertura e honestidade em um momento tão traumático serão lições de vida em si mesmas, ajudando as crianças a lidar com futuros contratempos e tristezas.

    Há evidências de que as crianças sofrem de maneira diferente dos adultos. Os estágios pelos quais elas passam podem ser os mesmos – negação, raiva, confusão, tristeza, culpa, medo -, mas o modo como expressam as são diferentes e variam de criança para criança.

    As crianças podem ser facilmente distraídas. Em um minuto elas podem ficar quietas e, no minuto seguinte, enfurnar-se em um jogo de computador ou correr pelo jardim. A tristeza de uma criança pode ocorrer em momentos de tristeza e introspecção, alternando-se com surtos de atividade aparentemente despreocupada.

    A despedida

    O animal de estimação pode ser enterrado ou cremado e seu corpo ou permanece enterrado no jardim ou em uma seção separada de um cemitério municipal. Discuta todas essas opções com a criança para que ela esteja totalmente envolvida nos aspectos práticos.

    Você também pode discutir uma maneira de perpetuar a memória do pet de alguma forma. Algumas práticas veterinárias oferecem recortes de pele ou pegadas como recordações. Você também pode querer discutir outras maneiras de lembrar o que era efetivamente um membro muito amado da família. Você pode sugerir plantar uma árvore, montar um álbum de fotografias, escrever em conjunto poemas ou orações.

    Quando é hora de adotar um novo pet?

    Os pais muitas vezes perguntam sobre o melhor momento para conseguir outro animal de estimação. Não há uma resposta única para todo mundo. É uma decisão muito pessoal. É importante que os donos de luto não sintam que existe apenas uma maneira correta de lidar com isso.

    Acima de tudo, discuta as opções aberta e honestamente como uma família. Quando a vida voltar ao normal, não exclua o pet morto da conversa por medo de perturbar os filhos. Incentive-os a falar abertamente sobre seu amigo canino ou felino.

    Lembrar a diversão que tiveram juntos ao longo da vida é uma forma saudável de celebrar o pet e um marco importante no caminho da aceitação e resolução para crianças.

    Dicas

    1 – Fale honesta e abertamente sobre a realidade da morte, em uma linguagem apropriada para a idade da criança

    2 – Evite eufemismos como “foi dormir” ou “subiu para o céu”

    3 – Responda às perguntas na medida em que elas forem feitas e não tenha receio de admitir que às vezes você pode não ter a resposta perfeita

    4 – Evite dizer a uma criança como ela deve se sentir e não fale para ela “ser forte”

    5 – Incentive as crianças a falar sobre seus sentimentos e a não se envergonhar deles

    6 – Diga adeus ao animal de estimação como um membro da família, talvez incentivando as crianças a escrever uma carta de despedida para o animal que amavam

    7 – Não fuja do assunto em conversas, procure lembrar os momentos divertidos que todos tiveram juntos

    8 – Perpetue a memória do pet com uma planta, uma árvore ou uma lápide no jardim, uma foto em um álbum ou um poema ou oração em um caderno de anotações

    9 – Compre um livro que trata da morte para crianças e leia-o para seu filho

    10 – Espere um tempo antes de adotar um novo animal de estimação

     

    Com informações do site The Art of Dying Well

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