O que você precisa saber para prolongar a vida do seu gato - Pet é pop
  • O que você precisa saber para prolongar a vida do seu gato



    A insuficiência renal, patologias como a diabetes e o hipertiroidismo e as doenças oncológicas são as razões mais frequentes para que os gatos tenham de visitar um médico-veterinário. Outros sintomas também preocupam os donos de felinos, como, por exemplo, a perda de apetite, a perda de peso, a condição corporal e a prostração, informa o site português Veterinária Animal.

    Além disso, a maioria dos gatos apresenta problemas dentais que resultam em dor, mas que passam despercebidos aos donos. Raramente a preocupação com a saúde oral do gato é o motivo da consulta. Quando ela acontece, isso já se tornou num problema mais grave e evidente. Os problemas dentários também são mais prevalentes em animais geriátricos.

    São também relevantes os problemas cognitivos frequentes em 50% dos gatos com idade superior a 15 anos. Esses problemas devem constituir um parâmetro a avaliar numa consulta geriátrica, mas são frequentemente subvalorizados pelo proprietário.

    A geriatria felina passa por acompanhar o envelhecimento do gato de um ponto de vista mais global. E, para que esta mensagem passe aos donos dos felinos, o conhecimento sobre a espécie continua a ser uma das principais e mais desafiantes tarefas a quem se dedica à medicina felina.

    Ainda que muitos donos cumpram os protocolos vacinais, existe alguma relutância para tornar esse acompanhamento mais abrangente. E são as consultas de rotina que alertam para os primeiros sinais de envelhecimento.

    O alerta que vem da balança
    Fotos Pixabay

    Muitas vezes, os donos consideram normal que o gato geriátrico se apresente magro e com perda muscular, apesar de não evidenciar nenhuma patologia. O problema pode estar no tipo de alimentação fornecida ao gato.

    Os donos precisam ficar mais alertas sempre que o gato apresentar os seguintes sinais: perda de peso sem motivo aparente, aumento de consumo de água ou produção de urina, aumento da frequência do vómito e alteração de rotinas.

    E é preciso pesar o bichano com frequência. Se o gato perde 200 ou 300 gramas, é muito fácil passar despercebido ao dono e geralmente pode indicar o início de algum problema de saúde.

    O diagnóstico precoce de várias doenças que afetam os felinos em idade avançada pode fazer a diferença. Em algumas patologias, como a insuficiência renal, o diagnóstico antecipado pode significar o aumento da sobrevida do gato, e no caso de alguns tumores pode ser a diferença entre uma cirurgia curativa e uma cirurgia apenas paliativa.

    Os planos terapêuticos adaptados ao temperamento de cada paciente são fundamentais. Existe hoje uma maior disponibilidade de ferramentas diagnósticas e terapêuticas para os gatos de idade avançada. No entanto, o veterinário deve ser cuidadoso e avaliar a qualidade de vida desses pacientes. Eles são menos tolerantes às mudanças, às intervenções médicas e à hospitalização, em comparação com os gatos jovens.

    As principais doenças geriátricas felinas são resultado de processos crônicos que se arrastam, às vezes, por muito tempo. Assim, as novas abordagens relacionadas com a geriatria felina têm se debruçado principalmente sobre o estudo do ambiente onde o gato vive e sobre o estudo do comportamento felino. Dessa fora, é possível minimizar os fatores de estresse que contribuem para o aparecimento e agravamento de patologias, como a insuficiência renal crónica e oncologia.

    Vida mais longa

    A geriatria felina tem como objetivo principal prolongar o tempo de vida dos pacientes, mantendo ao máximo a sua qualidade de vida. Para isso são necessárias consultas frequentes e avaliação contínua, bem como a resposta do paciente, ajustando as terapias em função de cada caso em particular.

    Apenas consultas anuais ou semestrais conseguem rastrear a saúde dos gatos de forma efetiva. Nessas consultas, além do exame físico completo, deve ser incluindo um painel analítico e exames imagiológicos.

    O conhecimento do comportamento do animal é o primeiro alerta para os proprietários. Quando o gato se comporta de forma diferente, por norma recorrem ao médico veterinário. Mas nesta fase provavelmente já existe alguma patologia iniciada e com sintomas clínicos.

    É necessário relembrar os donos de adequar o ambiente, bem como a alimentação, a esta fase da vida do animal, além de estimular o consumo de água, de manter uma boa higiene oral e condição dentária e de estar atento a alterações comportamentais sutis.

    Alimentação para idosos

    As exigências nutricionais são maiores em animais geriátricos e recomendam-se ingredientes de elevada palatibilidade, fácil digestão e absorção e ricos em vitaminas e antioxidantes.

    Os suplementos imunoestimulantes assumem um papel preponderante em animais que sejam portadores de patologias imunossupressoras, como é o caso do vírus da imunodeficiência felina.

    Quando um animal atinge uma idade avançada, o seu organismo vai perdendo capacidade regeneradora celular de forma mais significativa. Essas alterações traduzem-se numa maior dificuldade na absorção de ingredientes, e a sua metabolização não é tão eficaz.

    A nutrição felina é um desafio para clínicos e fabricantes. As necessidades proteicas dos gatos seniores são superiores às de um gato adulto, no entanto ainda existem marcas que fazem erradamente restrição proteica em gatos mais velhos.

    Mais do que prescrever determinada marca, é preciso dotar o proprietário de ferramentas para que saiba selecionar. As necessidades hídricas dos gatos dificilmente são respeitadas, sobretudo num gato sênior, se o gato apenas comer comida desidratada. Estimular a ingestão de água é por isso também uma necessidade.

    As necessidades nutricionais devem ser sempre adequadas à fase da vida do animal, à condição corporal e às doenças associadas. Os gatos geriátricos têm necessidades energéticas de manutenção acrescidas e este fato, associado a uma perda de função intestinal, faz com que necessitem de uma dieta altamente digestiva e calórica, com exceção dos gatos obesos.

    Oferecer pequenas quantidades de comida com mais frequência também aumenta a disponibilidade dos nutrientes, o que pode ser vantajoso nessa idade.

    A maioria das rações para gatos seniores diminui o aporte energético e proteico, tornando-os magros e com grande perda de massa muscular. A proteína deve ser de origem animal e com grande digestibilidade. Curiosamente, essa perda de peso e massa muscular não se verifica em gatos que vivem em colônias e que podem escolher a sua alimentação.

    Mitos e desafios

    A ideia de que os gatos envelhecem e ficam mais sossegados e dorminhocos é um erro comum à grande maioria dos proprietários de bichanos idosos. O gato é um animal ativo, brincalhão e extremamente ágil durante toda a sua vida, desde que se encontre nas melhores condições de saúde.

    E muitos deles já estão vivendo mais. Se há alguns anos era raro, por exemplo, ter que realizar uma cirurgia a gatos idosos, hoje é frequente realizar procedimentos cirúrgicos em gatos com 19 e 20 anos. Surgem assim novos desafios em termos anestésicos.

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