No Dia Internacional do Gato, veja 5 dicas para cuidar do bem-estar do seu bichano - Pet é pop
  • No Dia Internacional do Gato, veja 5 dicas para cuidar do bem-estar do seu bichano



    Para os italianos, a data é 17 de fevereiro, mas desde 2002, boa parte do mundo celebra o Dia Internacional do Gato no dia 8 de agosto. Essa data foi estabelecida pela International Fund For Animal Welfare, com o objetivo principal de debater a saúde felina e conscientizar os tutores sobre como cuidar corretamente de seus gatos. Quer saber? Comemore as duas.

    Os gatos já são mais de 23 milhões em todo o Brasil. Em seis anos, houve aumento de 20% na população de felinos no país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Mais do que amá-los, os tutores desses pets precisam saber quais as necessidades da espécie. Por isso, no Dia Internacional do Gato, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) traz cinco dicas de cuidados com a saúde e bem-estar dos bichanos.

    1 – Escolha bem a clínica
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    Além dos cuidados básicos – como manter a carteira de vacinação em dia, castrar e proteger o animal contra pulgas e vermes –, seu felino precisa realizar um check-up anual para saber quais são suas condições de saúde. Mantenha a regularidade das consultas e exames.

    Na opinião do médico-veterinário Thomas Marzano, presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, a escolha da clínica ou consultório deve ser criteriosa, levando em conta os impactos que o estresse que o animal pode sofrer por estar em um ambiente diferente. “O local deve ser silencioso e é indicado que a recepção de cães e gatos seja separada, com equipe treinada para lidar com os felinos.”

    Ainda de acordo com Marzano, o ideal é que as paredes sejam em tons pastel, uma vez que os gatos não gostam de superfícies com cores claras e que reflitam muita luz. “Aromas calmantes também são uma boa estratégia para tornar a consulta menos estressante para o animal.”

    A capacitação do profissional que atenderá o felino também deve ser avaliada, conforme enfatiza a médica-veterinária e conselheira do CRMV-SP, Mitika Kuribayshi Hagiwara. “A escolha deve levar em conta não só a clínica, mas médico-veterinário que atenderá no local”, diz.

    Ela também ressalta que há estabelecimentos especializados em felinos, ou seja, que possuem infraestrutura para tal, porém, não possuem o profissional capacitado para atender felinos. “Não basta ter especialização, é necessário ter prática com a espécie”, destaca.

    2 – Respeite o carnívoro que você tem em casa
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    A dieta dos gatos é mais restrita que a dos cães. “O cão está incluído no grupo dos omnívoros e possuem tubo digestório adaptado para uma variedade de alimentos. Já o gato é um carnívoro. Isso significa que ele necessita, obrigatoriamente, de proteína de origem animal”, esclarece Mitika.

    De acordo com a médica-veterinária, a necessidade mínima de proteína de um gato em crescimento é aproximadamente 50% maior do que a de um cão da mesma idade. Em fase adulta, essa quantidade proteica mínima para o gato é 40% maior do que a de um cachorro.

    Marzano pede atenção, também, para a qualidade da alimentação. “As rações super premium devem ser priorizadas”, diz o médico-veterinário. Ele também alerta para a importância do estímulo à ingestão de água e oferta de dieta úmida regularmente, uma vez que os gatos são sensíveis à problemas renais.

    3 – Coloque a escova para funcionar
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    Quem convive com gatos sabe que eles se lambem com frequência, para auto-higienização. Justamente por isso, eles não precisam de banho com frequência, já que têm uma ampla capacidade de manterem-se limpos.

    “Os gatos são extremamente higiênicos, capazes de realizar a limpeza por conta própria”, explica Mitika.

    “Esse hábito, entretanto, leva ao acúmulo de pelos no estômago, o que pode provocar vômitos. Para ajudar o animal nesse sentido, os tutores podem buscar orientação médica-veterinária quanto a dietas que auxiliam na eliminação intestinal”, comenta Mitika.

    De acordo com a médica-veterinária, para gatos com pelagem longa, que se embaraçam facilmente, é fundamental manter a escovação frequente. “Uma vez formada a bola de pelo, fica difícil a eliminação do amontoado, tanto pelo gato quanto pelo seu tutor.”

    4 – Deixe-o dormir em paz
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    Os gatos têm hábitos noturnos, ou seja dormem muito durante o dia, já que à noite estariam mais bem adaptados para caçar (se estivessem na natureza). “Eles dormem, em média, de 12 a 16 horas por dia. Mas, em geral, não dormem um sono profundo e despertam a qualquer sinal de perigo”, explica Mitika.

    Segundo a médica-veterinária, além de compreender essa característica do bichano, os tutores devem ter cuidado ao tocar ou acariciar o pet, quando ele estiver dormindo.

    “Isso porque o animal pode interpretar como uma agressão e reagir rapidamente, mordendo ou arranhando e causando ferimentos bastante dolorosos nas mãos o braços.”

    5 – ‘Eu não sou cachorro, não!’
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    Embora os gatos sejam frequentemente comparados com os cães, há diferenças marcantes entre esses animais, principalmente comportamentais, conforme alerta o presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP.

    Esse é um ponto que precisa ser levado em consideração pelas famílias que optam por ter gatos e que ajuda na compreensão das necessidades e preferências dos bichanos.

    “Pelo fato de o gato ter sido domesticado há muito menos tempo que o cão, eles apresentam comportamento mais semelhante a animais silvestres e selvagens”, argumenta Marzano.

    Ele considera que essa característica pode esconder sintomas em casos de problemas de saúde. “Isso também é um fator determinante para os gatos serem mais susceptíveis ao estresse e às consequentes oscilações no quadro de saúde do animal.”

    Com informações do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP)

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