Doença terrível provocada por um coronavírus leva gatos à morte - Pet é pop

Doença terrível provocada por um coronavírus leva gatos à morte

Doença terrível provocada por um coronavírus leva gatos à morte
Doença terrível provocada por um coronavírus leva gatos à morte
A estudante Isabella, em um dos pouco momentos que pode abraçar o gatinho Floki; PIF levou o bichano em poucos dias (Foto: Divulgação)

A história dos gatinhos Floki e Bellatrix acende um alerta para uma doença perigosa e agressiva, que acomete felinos de todas as idades e pode levá-los à morte em poucos dias. Trata-se da PIF (peritonite infecciosa felina), causada por um coronavírus, que provoca danos no sistema digestivo do pet, além de muito sofrimento.

Veja também:

+ Gatos têm mais chances que cães de se infectar com coronavírus, indica estudo
+ Ingratidão: pessoas adotaram galinhas na pandemia e agora estão se livrando delas
+ Gatos podem transmitir Covid-19, indica estudo

“Minha filha cursa o primeiro ano de medicina veterinária e, em função da pandemia, as suas aulas estão sendo online, o que tem feito ela se sentir muito sozinha, pois estou trabalhando. Ela queria um pet, e optamos por um um gato. Um animal mais autossuficiente, que se adapta melhor a nossa rotina e, principalmente, seria uma boa companhia para ela.” Então a presenteamos com o Floki”, contou Cristiane Sakamae Ramon, 47, mãe da estudante Isabella, 18.

Após dois dias com sua nova família, o gatinho apresentou vômito e respiração ofegante. “Levamos ao veterinário, foi medicado, mas, conforme ia passando o efeito do remédio, ele voltava a vomitar. Quando retornarmos ao médico, ele ficou internado por 3 dias.

Ao voltar para casa, apresentou anorexia e respiração ofegante. Foi internado novamente e diagnosticado com efusão pleural (líquido na área externa do pulmão). “Diante dos sintomas e dos resultados dos exames, confirmaram a PIF. Em pouco tempo, ele teve perda significativa da visão e desenvolveu problemas neurológicos. Infelizmente não resistiu. Ficamos com o Floki apenas 9 dias”, lembrou Cris Sakamae.

Mesmo sendo curto o período com o Floki, o tempo foi suficiente para a família se apegar ao bichano. “Foi muito triste perdemos o Floki dessa maneira. Essa doença é muito rápida e judiou demais dele. Mesmo tendo poucos registros com ele, arquivamos nossas lembranças na área dos anjinhos do PetZillas. É um jeito de matar a saudade”, disse Isabella.

“A área dos anjinhos foi criada para possibilitar ao tutor guardar lembranças de seus bichinhos dentro do aplicativo PetZillas, podendo acessar sempre que bater aquela saudade. Além disso, colocá-los nessa área é uma forma de homenagear os pets que um dia trouxeram muita alegria para suas famílias”, explicou Milton Santos Júnior, fundador e CEO do PetZillas, que está disponível gratuitamente para android e iOS.

Com Bellatrix, uma gatinha adotada com dois meses de vida, aconteceu a mesma coisa. Ela ainda era filhote quando os primeiros sinais da PIF surgiram. Gessika, 30, sua tutora, contou que em uma semana perdeu a gata. “Ela ficou internada por cinco dias, recebeu duas transfusões de sangue, mas não aguentou”, lamentou.

Para Gessika, que também incluiu Bellatrix na área dos anjinhos do PetZillas, a plataforma possibilita ao tutor ter sempre na palma da mão as boas lembranças com seu pet. “Eu teria dó de apagar as fotos dela. Seria como se estivesse excluindo a Bellatrix da minha vida. No app, é muito mais fácil acessar essas recordações”, falou.

Saiba tudo sobre a PIF e como evitar a doença
  • O que é

A PIF é uma doença causada por uma mutação do coronavírus felino. A maior parte dos gatos é exposta ao coronavírus, sem a mutação, e desenvolve apenas uma leve diarreia. Mas em cerca de 5% a 10% deles, o vírus sofre uma mutação e, então, desenvolvem a PIF. “Fatores, como estresse, predisposição genética ou um sistema imune comprometido (como no caso dos gatos positivos para FIV ou FeLV), podem aumentar as chances do vírus sofrer a mutação”, explica a médica veterinária Tatiana Vianna T. de Souza, especializada em patologia clínica e medicina preventiva.

  • Sintomas

Os sintomas da PIF são bem inespecíficos, ou seja, várias doenças podem provocar esses mesmos sintomas: febre, perda de apetite, apatia, perda de peso, aumento do abdômen, pele e mucosas amareladas, entre outros. E existem dois tipos de PIF: a efusiva (ou úmida) e a não efusiva (ou seca). Na forma efusiva, ocorre o acúmulo de líquidos nas cavidades corporais (principalmente abdominal). A forma não efusiva provoca lesões nos órgãos internos.

  • Transmissão

A principal forma de transmissão do coronavírus felino é pelas fezes de um gatinho infectado, “mas é importante salientar que a transmissão é do vírus e não da PIF. Ou seja, o gato pode pegar o vírus e não desenvolver a PIF, já que depende do vírus sofrer a mutação dentro do organismo do gato”, esclarece a especialista. Raramente, o vírus pode ser transmitido pela saliva e outros líquidos corporais.

  • Tratamento

Até pouco tempo atrás não tínhamos tratamento para PIF. Era realizado apenas um suporte para dar o máximo de qualidade de vida para o gatinho. Hoje já existe um tratamento com uma molécula chamada GS-441524, que impede que o vírus se replique. Mas infelizmente esse tratamento ainda não foi legalizado. Alguns tutores conseguem importar o fármaco para tratar seus gatinhos, mas é bem oneroso.

  • Prevenção

Apesar da prevenção da PIF ainda ser um desafio, é possível adotar algumas medidas para diminuir as chances do seu gatinho desenvolver essa doença. Uma atitude essencial e muitas vezes ignorada é não colocar gatos recém-adotados/adquiridos junto a gatos residentes (que já estavam na casa antes). É necessário que esses gatos novos passem por uma quarentena, mesmo aparentemente bem de saúde, pois podem estar com alguma doença silenciosa, inclusive com o vírus da PIF. Outras ações que ajudam na prevenção da PIF é manter a higienização das caixas de areia, deixar água e comida longe das caixas de areia, evitar a formação de grandes colônias de gatos e evitar também que os gatos se estressem. O estresse é um fator predisponente a várias doenças e muitas vezes passa despercebido pelos tutores. “Fique atento ao comportamento do seu gatinho e procure sempre orientação veterinária para mantê-lo saudável”, alerta Tatiana.

Como funciona o PetZillas

Com o aplicativo é possível registrar e controlar vacinas, medicamentos, peso, consultas e exames e outras atividades referentes aos animais.

Além disso, o app pode compartilhar os dados dos pets com outras pessoas da família, com amigos, veterinários, creches e com quem mais for preciso, podendo cancelar o compartilhamento a qualquer momento. “O PetZillas, hoje, já é utilizado em todo o Brasil. Estamos sempre em desenvolvimento de novos recursos e buscando novidades e ferramentas que tornem a rotina dos tutores e de seus pets mais prática e fácil de controlar”, afirma Milton Santos Júnior, CEO do PetZillas.

O PetZillas é gratuito e está disponível para iOS e Android.

  • Back to top