Dia do Vira-Lata: 9 mitos e verdades sobre os cães e gatos sem raça definida - Pet é pop

Dia do Vira-Lata: 9 mitos e verdades sobre os cães e gatos sem raça definida

Dia do Vira-Lata: 9 mitos e verdades sobre os cães e gatos sem raça definida
Dia do Vira-Lata: 9 mitos e verdades sobre os cães e gatos sem raça definida
Dia do Vira-Lata: 9 mitos e verdades sobre os cães e gatos sem raça definida (Foto: Reprodução)

No dia 31 de julho é comemorado o dia de um dos animais que se tornou símbolo de carinho – e até meme – dos brasileiros: o vira-lata. Cães ou gatos SRD (sem raça definida) são os mais populares nos lares brasileiros.

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De acordo com o PetCenso 2020, levantamento realizado pelas empresas DogHero Petlove, que revela os nomes e as raças de cães e gatos preferidos pelos brasileiros, pelo quinto ano consecutivo, o vira-lata (SRD) segue como a raça mais queridinha do Brasil. No ranking (Top 10) os cães SRD representam 32% das escolhas e os gatos 95%. Ao todo são mais de 1,8 milhão de pets cadastrados em ambas as plataformas, sendo que 740 mil são SRD.

 

Espertos e agitados, os animais sem raça definida têm características únicas, que variam de animal para animal: tamanhos, cores, temperamento, entre outros fatores, isso tudo por conta do “mix” de raças que podem possuir em suas genéticas. Os cães vira-latas, por exemplo, costumam viver mais de 12 anos, mas isso depende principalmente da forma como a família cuida do pet.

Jade Petronilho, coordenadora de conteúdo e médica veterinária da Petlove, explica que é durante os primeiros meses desde o nascimento, que é definido como esses pets irão encarar a vida, especialmente porque muitos vira-latas ainda vivem situações adversas antes de chegar a um lar.

Quando se fala em saúde, Thais Matos, médica veterinária da DogHero, maior empresa de serviços para pets da América Latina, revela que, os animais sem raça definida não têm um padrão característico e possuem uma variedade genética mais ampla e, por isso, são menos predispostos a desenvolverem certas doenças.

Apesar do vira-lata ter menos predisposição a certas doenças, ele pode ter problemas inesperados. Por isso, ele deve ter tantos cuidados quanto os que se aplicam a qualquer outra raça. Como vacinação, vermifugação, banhos periódicos, escovação da pelagem, escovação dos dentes, passeios frequentes, exercícios regulares, tosas higiênicas, corte de unhas, entre outros. A castração é um cuidado preventivo também recomendado por médicos veterinários”, menciona Thaís.

Nesse sentido, muitas curiosidades surgem sobre saúde, comportamento e como é ter um pet que é uma mistura de várias raças. Para desmistificar dúvidas sobre saúde, comportamento e outras questões, as médicas veterinárias da DogHero e Petlove elencaram 9 mitos e verdades sobre os vira-latas:

“Cães SRD podem comer qualquer coisa”

Mito – Assim como qualquer outro pet, eles necessitam de uma dieta nutritiva e balanceada. Esse mito se difundiu, infelizmente, porque muitos cães e gatos que vivem nas ruas são vira-latas e acabam “se virando”, ingerindo alimentos que encontram na rua para sobreviver. Animais adotados não devem comer alimentos humanos, mas sim serem alimentados adequadamente, de acordo com a fase de vida e a espécie.

“Gato SRD estão entre os mais inteligentes”

Verdade – Muitos apontam o Bengal como a raça mais inteligente, já que sua origem vem do cruzamento entre o felino selvagem e o doméstico. Porém, na maioria dos rankings feitos por aí, os gatos vira-latas sempre são lembrados, pois a mistura de raças seria um fator capaz de influenciar positivamente a inteligência destes felinos domésticos .

“Cães vira-latas são mais inteligentes”

Em partes – Não podemos dizer isso com certeza, pois é algo que varia muito. Há um estudo bastante interessante sobre o assunto do Departamento de Ciências Animais da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido. Eles avaliaram 100 cães e, segundo a pesquisa, cães mestiços são mais inteligentes do que alguns de raça pura.

De acordo com os pesquisadores, os cães sem raça definida têm melhor percepção espacial e melhor capacidade de resolver problemas. Após os testes serem realizados, entre os 10 melhores cães, sete eram mestiços. Contudo, vários fatores como o ambiente que o animal está inserido ou como ele foi estimulado e criado, podem alterar isso.

“Não dá pra prever o tamanho de um gato vira-lata”

Verdade – Sem conhecer os pais do peludinho fica difícil mesmo prever qual tamanho o seu filho de quatro patas terá na vida adulta, por isso é sempre bom considerar que o pet possa ficar maior do que você está imaginando. A mistura de raças pode também dificultar em prever certas características do gato como: tendência a miar e sua disposição para atividades físicas.

“É mais barato ter um vira-lata”

Mito – Ao longo da vida do vira-lata, ele precisará tomar vacinas, passar em consultas com um médico veterinário, ter uma boa alimentação e ser um pouquinho mimado, assim como qualquer outro pet. Sendo assim, a longo prazo, o gasto é equivalente ao que temos com um animal de raça.

“Todo gato de rua é vira-lata”

Mito – O que define se o gato é vira-lata não é o fato dele ter ou não uma casa para chamar de sua ou se ele recebe os cuidados e carinhos de uma família humana. Claro, por serem a maioria no País, os vira-latas são bastante numerosos nas ruas também, mas o fato deles vagarem por aí nada tem a ver com a definição da sua raça. São coisas bem diferentes.

“Os cães vira-latas vivem mais”

Mito – Não há comprovações sobre isso, contudo, existe uma falsa impressão de que eles vivem mais devido a seleção natural que é feita com cães que conseguem viver mais tempo nas ruas, passando essas características para seus filhotes.

Fatores que podem ajudar qualquer animal a ter uma melhor qualidade de vida, e possivelmente fazer com que eles vivam mais, são a alimentação, os cuidados diários e o correto acompanhamento da saúde junto a um profissional.

“Gato pode tomar leite de vaca”

Mito – Qualquer leite que não seja da mamãe gato, como leite de vaca e o cabra, pode fazer muito mal aos gatos. Exceções ao leite felino ficam por conta somente da prescrição de um médico veterinário , que pode, dependendo do caso, indicar o uso de algum sucedâneo (substituto do leite) ou alguma fórmula específica para o pet.

“Cães sem raça definida são menos predispostos a doenças genéticas”

Em partes – Mais uma vez, esse é um fator que pode variar e depende exclusivamente de suas heranças e de quais raças o cão ou gato derivou. Os vira-latas podem ficar doentes como qualquer outro pet, podem pegar pulgas, carrapatos e vermes, além de doenças infecciosas. Quando idosos, também podem sofrer de artrose, problemas nas articulações, na visão e no coração.

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