Conheça os cães que deram sua vida em nome da ciência - Pet é pop

Conheça os cães que deram sua vida em nome da ciência

Conheça os cães que deram sua vida em nome da ciência



Conheça os cães que deram sua vida em nome da ciência
Conheça os cães que deram sua vida em nome da ciência (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

Além de serem companheiros fiéis dos cientistas, os cães participaram de séculos de descobertas e inovações científicas. Envolver cães em algumas formas de ciência continua sendo um dilema ético porque os caninos são seres inteligentes e emotivos, mas os cientistas ainda os usam em pesquisas biomédicas e de doenças e estudos de toxicidade farmacêutica por muitos motivos, inclusive porque a fisiologia dos cães está mais próxima da nossa do que a fisiologia dos ratos.

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Os cães que trabalham na ciência hoje também identificam espécies invasivas, ajudam na conservação da vida selvagem e até ajudam a farejar os primeiros sinais da Covid-19. Como o número de funções dos cães na ciência continua a crescer, vale a pena olhar para trás, para as principais contribuições caninas para o campo.

Robot

As cavernas em Lascaux, no sudoeste da França, são famosas por conterem alguns dos exemplos mais detalhados e bem preservados de arte pré-histórica do mundo. Mais de 600 pinturas criadas por gerações de humanos primitivos revestem as paredes da caverna. 

Mas, se não fosse por um vira-lata branco chamado “Robot” que, segundo alguns relatos, descobriu as cavernas em 1940, talvez não soubéssemos da arte até muitos anos depois. Marcel Ravidat, na época um aprendiz de mecânico de 18 anos, estava passeando com o Robot quando o cachorro aparentemente escorregou por uma trincheira.

Quando Ravidat seguiu os latidos abafados de Robot, ele recuperou mais do que apenas o cachorro – Robot o levou a um dos maiores achados arqueológicos do século 20.

Laika

Resgatada das ruas de Moscou, Laika se tornou o primeiro cão a orbitar a Terra em 1957. Entre 1951 e 1952, os soviéticos começaram a enviar pares de cães para o espaço, começando com Dezik e Tsygan.  Ao todo, nove cães foram enviados nessas primeiras missões, com quatro fatalidades. Quando o Sputnik 2 foi lançado com Laika a bordo, os astrofísicos haviam descoberto como colocar o astronauta canino na órbita da Terra, mas não como trazê-lo de volta do espaço. 

Uma vez em órbita, Laika sobreviveu e circulou por pouco mais de uma hora e meia antes de morrer tristemente quando as temperaturas dentro da nave aumentaram muito.  Se o escudo térmico da cápsula não tivesse quebrado, Laika teria morrido na reentrada. Enquanto alguns protestaram contra a decisão de colocar Laika em órbita sabendo que ela morreria, outros defenderam o conhecimento adquirido ao mostrar que animais podem viver no espaço.

Strelka e Belka

Em agosto de 1960, a União Soviética lançou a cápsula Sputnik 5 no espaço. Junto com camundongos, ratos e um coelho, dois cães se tornaram as primeiras criaturas vivas a entrar em órbita e retornar à Terra com segurança. Essas missões e outros astronautas animais abriram caminho para voos espaciais tripulados.

Menos de um ano após a viagem bem-sucedida de Strelka e Belka, os soviéticos enviaram o humano Yuri Gagarin ao espaço. O casal canino viveu uma vida canina plena, e até teve descendentes.

Marjorie

Antes de meados da década de 1920, um diagnóstico de diabetes era considerado uma sentença de morte.  Em 1921, entretanto, o pesquisador canadense Frederick Banting e o estudante de medicina Charles Best descobriram a insulina, que salvaria milhões de vidas humanas.

A descoberta não teria sido possível sem o sacrifício de vários cães que tiveram seus pâncreas removidos, causando essencialmente diabetes clínico. Os animais foram então tratados por Banting e Best com extratos pancreáticos. Marjorie foi a paciente mais bem-sucedida;  ela sobreviveu por mais de dois meses com injeções diárias.

Togo and Balto

Em 1925, a difteria, uma doença respiratória transmitida pelo ar à qual as crianças são especialmente vulneráveis, varreu a remota cidade mineira de Nome, no Alasca.  Como nenhuma vacina estava disponível na época, um soro de “antitoxina” foi usado para tratar a doença.  Mas levá-lo a Nome foi um desafio.

O suprimento mais próximo ficava em Anchorage, e os trens só podiam levá-lo a cerca de 700 milhas da cidade. Mais de 100 cães da raça Husky siberiano foram recrutados para transportar o soro, entre eles Togo e Balto. Togo correu o dobro da distância de qualquer cão no revezamento e pelas regiões mais perigosas, enquanto Balto terminou o último trecho de 55 milhas, entregando o soro com segurança para as famílias em Nome.

Trouve

O terrier de Alexander Graham Bell ajudou o inventor em seus primeiros trabalhos. O pai de Bell, que trabalhava com populações surdas, encorajou seu filho a desenvolver uma “máquina de falar” – conselho que Bell atuou manipulando o latido de seu cachorro para soar como uma voz humana.

O Bell mais jovem ajustou a papada de seu cachorro enquanto Trouve rosnava para treiná-lo a pronunciar o que parecia ser a frase “Como vai você, vovó?”. Bell tornou-se um especialista em fala e audição e, por fim, tornou-se famoso por sua invenção do telefone.

Chaser

Ao estudar a evolução do cérebro humano, muitos pesquisadores observam a capacidade única dos humanos de usar um sistema complexo de linguagem em busca de pistas sobre nossas origens. Porém, quanto mais estudamos os cães, mais percebemos que eles também podem ter algumas pistas.

Chaser, o Border Collie, que morreu há apenas um ano aos 15 anos, aprendeu a identificar 1.022 nomes próprios ao longo de sua vida – dando-lhe a maior memória de palavras de qualquer animal.  Sua compreensão da linguagem e dos conceitos comportamentais forneceu uma visão sobre a aquisição da linguagem, memória de longo prazo e as habilidades cognitivas dos animais.

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