Como os cães envelhecem? A ciência tem novas respostas - Pet é pop

Como os cães envelhecem? A ciência tem novas respostas

Como os cães envelhecem? A ciência tem novas respostas
Como os cães envelhecem? A ciência tem novas respostas
Como os cães envelhecem? A ciência tem novas respostas (Foto: Michael/Unsplash)

Uma vida humana verá muitos de nossos companheiros caninos irem e virem, já que a vida útil de um cão é muito menor do que a média humana. Então, já se perguntou como o cães envelhecem? Veja o que a ciência tem a dizer.

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Os estágios iniciais desde o nascimento e a infância mostram desenvolvimento e maturação até a idade adulta. A partir daí, o corpo físico começa a declinar em senescência, eventualmente levando à morte. O envelhecimento é um fator da vida, uma espécie de desgaste no corpo até que não aguente mais.

Isso se reflete no nível celular, especialmente em estruturas conhecidas como os telômeros. Essas terminações genéticas de nossos cromossomos protegem a replicação do DNA, mas são perdidas com o envelhecimento.

Eventualmente, eles se tornam muito curtos e a replicação do DNA para, forçando a célula à senescência. De acordo com um estudo publicado no Cell Systems, isso acontece tanto em cães quanto em pessoas.

Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA, também descobriram que a regra “um ano de cachorro é igual a sete anos humanos” é falha porque os cães não envelhecem na mesma proporção que os humanos.

O estudo explica que os caninos envelhecem muito mais rápido quando são jovens, mas depois diminuem por volta dos sete anos de idade. “Faz sentido quando você pensa sobre isso – afinal, uma cadela de nove meses pode ter filhotes, então já sabíamos que a proporção de 1:7 não era uma medida precisa de idade”, disse Trey Ideker, autor do estudo, em um comunicado.

A equipe de pesquisa olhou para o “relógio epigenético”. Esse relógio determina a idade de uma célula com base em processos químicos como a metilação, que influencia se os genes do corpo são ativados ou desativados.

Ideker disse que mudanças na epigenética dão aos cientistas pistas sobre a idade de seus genes, assim como as rugas no rosto de uma pessoa. Os pesquisadores acrescentam que estudos epigenéticos já foram feitos com pessoas e camundongos, mas a coautora Tina Wang sugeriu tentar o processo em cães.

“Nós sempre olhamos para os humanos, mas os humanos são meio chatos”, explicou o pesquisador. “Então ela me convenceu de que deveríamos estudar o envelhecimento dos cães de maneira comparativa.

Os pesquisadores trabalharam com especialistas em genética de cães para examinar o sangue de 105 labradores. O trabalho deles criou uma nova escala que mostra que os genes de um cão de um ano já estão mais próximos de um humano de 30 anos.

À medida que o envelhecimento de um cão começa a desacelerar, um filhote de quatro anos é semelhante a uma pessoa de 52 anos. Quando um cachorro chega à adolescência, ele está mais próximo de uma pessoa de 70 anos, em vez de uma pessoa de 100 anos, como sugere o antigo sistema.

No entanto, os pesquisadores dizem que uma desvantagem dos resultados é que o estudo testou apenas labradores. Ideker e sua equipe planejam testar outras raças para ver se sua nova escala para “anos caninos” permanece consistente.



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