Cães são capazes de detectar calor com seus focinhos, indica estudo - Pet é pop

Cães são capazes de detectar calor com seus focinhos, indica estudo

Cães são capazes de detectar calor com seus focinhos, indica estudo
Cães são capazes de detectar calor com seus focinhos, indica estudo
Cães são capazes de detectar calor com seus focinhos, indica estudo (Foto: Patrick Tomasso/Unsplash)

Você sabia que cães são capazes de detectar calor com seus focinhos? É o que indica um novo estudo publicado em fevereiro deste ano.

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Nós sabemos que os sentidos que os cães possuem em seus focinhos são incríveis. Sabendo disso, um novo estudo revelou uma descoberta interessante sobre um novo sentido no nariz dos cães: a capacidade de detectar calor.

Você já se perguntou como um cachorro cego, surdo e com olfato prejudicado ainda pode caçar sua refeição diária? Isso é porque o nariz de um cachorro é 100 milhões de vezes mais sensível do que o nariz humano, e eles podem sentir a radiação térmica fraca, ou seja, o calor corporal de presas.

A capacidade de sentir o calor irradiado só é conhecida por ser evidente em alguns outros animais, como em certas cobras e no morcego, os quais usam esse sentido para caçar. A maioria dos mamíferos tem pele lisa e nua na ponta dos focinhos, ao redor das narinas, chamada de rinário.

Agora olhe para o nariz do seu cachorro e verá que as rinárias são úmidas, mais frias do que a temperatura ambiente e têm muitos nervos, o que sugere uma capacidade de detectar não apenas o cheiro, mas também o calor.

Pesquisadores da Universidade de Lund pegaram três cães e os treinaram para escolher entre um objeto quente e um em temperatura ambiente. Esses objetos foram colocados a 1,6 metros de distância dos cães. Eles tiveram que confiar totalmente na sensação de detecção de calor, pois eles não podiam ver ou cheirar a diferença entre os dois objetos.

Após o treinamento, os cães foram testados em experimentos cegos, em que nem os cães, nem os cientistas sabiam qual objeto era o aquecido. Como os cientistas não sabiam qual era o objeto aquecido e qual era o da temperatura ambiente, eles não puderam ajudar os cães a localizarem o objeto aquecido.

Todos os três cães foram bem-sucedidos em detectar a fraca radiação térmica, relataram os cientistas. Os pesquisadores então levaram os testes para o próximo nível. Treze cães de várias raças foram submetidos a varreduras cerebrais em um scanner de ressonância magnética funcional, ao mesmo tempo em que eram apresentados a objetos que emitiam radiação térmica neutra ou fraca.

É aqui que as coisas realmente se tornam interessantes: o córtex somatossensorial esquerdo nos cérebros dos cães era mais responsivo ao estímulo térmico quente do que ao neutro. Um aglomerado de 14 voxels (pixels 3D) foi então identificado na região dos hemisférios esquerdos, mas nenhum desses aglomerados foi visto à direita e nenhum em qualquer parte do cérebro do cão em resposta ao estímulo neutro.

Ambos os experimentos mostraram que, como os morcegos, os cães podem sentir uma radiação térmica fraca e que uma região específica de seus cérebros é ativada por essa reação. Acredita-se que os cães herdaram essa habilidade notável de seu ancestral, o lobo cinza, que possivelmente a usa para farejar corpos quentes durante uma caçada.

Os pesquisadores descreveram os focinhos e os cérebros dos cães como uma plataforma sofisticada para processar uma ampla gama de sinais.

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