Cães de rua são executados por eletrocussão no ânus em Cabo Verde - Pet é pop

Cães de rua são executados por eletrocussão no ânus em Cabo Verde



A população canina nas ruas de Cabo Verde virou um problema sério para as autoridades do país africano. E elas não poderiam ter escolhido estratégia mais cruel para tentar resolver a questão: recolher os animais em caminhões de lixo (foto acima) e eletrocutá-los com descargas de alta voltagem no ânus (mesmo que tivéssemos fotos, não iríamos publicar).

Quem chega à cidade de Praia, capital do país, já tem uma noção do problema. Segundo a agência Lusa, os cães se espalham por todos os cantos. No mato, nas praias, diante de prédios ou sob os carros, eles dormem, acasalam e brincam. Pelo menos os que estão razoavelmente bem de saúde e são jovens.

Muitos deles apresentam sinais de violência, ferimentos ou ossos fraturados por atropelamentos. Há poucos cães idosos, mas muitas cadelas grávidas ou que acabaram de dar à luz desfilam pelas ruas da capital.

O uso da eletrocussão seria uma alternativa mais em conta do que a estratégia que vinha sendo adotada anteriormente: o envenenamento com estricnina.

Fotos Comunidade Responsável

Caso um dono perceba que seu cão foi capturado, pode resgatá-lo na prefeitura da cidade. Mas, para ter o animal de volta, precisa pagar uma multa equivalente a 28 euros (mais de R$ 122).

Enquanto aguardam a execução, os animais ficam em jaulas superlotadas, sem água ou comida, pisando e dormindo sobre as próprias fezes e com alguns já mortos entre eles.

O serviço de recolhimento dos cães é feito por funcionários treinados pelo Poder Público, em caminhões identificados. Mas, como 30% da população vive abaixo da linha da pobreza, muitos jovens estão fazendo as capturas e recebendo 2,7 euros por animal.

Reações contra a “chacina”

A ONG Comunidade Responsável lançou um abaixo assinado para que o governo cabo-verdiano interrompa essa “chacina” de cães. Até a conclusão desta reportagem, havia conseguido 5.492 assinaturas.

No documento em que pede apoio, a ONG diz que “a eletrocussão é proibida por causar um extremo sofrimento aos animais. No ânus dos animais, muitas vezes totalmente molhados e colocados dentro de uma caixa metálica, é introduzido um cabo com 380 volts. As veias do cão rebentam, os músculos convulsionam-se e até os ossos se partem por causa de tantas convulsões”.

A Comunidade Responsável acusa o governo de não respeitar um protocolo assinado entre as duas partes em março de 2018 e que “estabelece um método eficaz para a gestão ética da população canina, sem matar os animais ou causar-lhes qualquer sofrimento, providenciando cuidados e educando a população para a posse responsável do cão”.

Em novembro passado, a Sociedade Humana Internacional escreveu uma carta ao presidente da Câmara Municipal da Praia, alertando sobre a publicidade negativa que a matança gera para Cabo Verde.

“A morte é completamente ineficiente no controle da população de cães no longo prazo, assim como na redução das zoonoses”, diz o documento enviado às autoridades.

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