Afinal, devo dar banho no meu gato? Professor de medicina veterinária responde - Pet é pop

Afinal, devo dar banho no meu gato? Professor de medicina veterinária responde

Afinal, devo dar banho no meu gato? Professor de medicina veterinária responde
Afinal, devo dar banho no meu gato? Professor de medicina veterinária responde
Afinal, devo dar banho no meu gato? Professor de medicina veterinária responde (Foto: Dan Wayman/Unsplash)

Por conta da fama que os felinos têm de serem bichos higiênicos e autossuficientes quando se trata de banho, muitos tutores têm dúvidas se é necessário ou não dar banho nos gatos.

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Segundo o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, médico-veterinário Frederico Fontanelli Vaz, a prática pode ser recomendada em alguns casos, mas é desnecessária na maioria das vezes.

“Os gatos são animais que conseguem se manter bastante asseados, até pela questão de instinto. O hábito de se lamberem constantemente é um recurso para manterem seu cheiro natural, evitando que outros possíveis animais o ataquem”, explica. Além de ficarem muito estressados com o contato com a água, o banho remove os feromônios que eles possuem na pele.

Animais de pelo curto são autossuficientes para se limpar. Para os persas, por exemplo, a melhor alternativa seria a tosa, associada a constante escovação dos pelos por parte do tutor, pelo menos três vezes por semana.

A seguir o especialista lista prós e contras do banho para os gatos, e dá dicas para que o momento da higiene não seja traumatizante.

QUANDO DAR BANHO?

O banho é recomendado apenas em situações em que os gatos não consigam se limpar sozinhos, como por exemplo os animais que costumam sair para passear na rua e possam acabar se sujando com substâncias que não conseguem tirar do próprio pelo com lambidas.

No geral, o tutor até pode dar banho no seu gatinho, mas em média apenas a cada seis meses. Acontece que o gato produz um feromônio, que é responsável pela sensação de bem-estar no animal e ligado a sua própria identidade. A água retira o feromônio, e é por isso que muitos gatos se lambem desesperadamente depois do banho, tentando recuperar o que foi perdido.

Uma exceção são os gatos da raça Sphynx, originária do Canadá. Esses bichos geralmente não conseguem retirar a sujeira do próprio corpo, porque ela se mistura com a maior quantidade de oleosidade que a pele deles produz.

COMO DAR BANHO NO GATO?

Se o tutor faz questão de dar banho no bicho, deve seguir as dicas abaixo:

– Para acostumar o gatinho com o banho, está liberado fazer a higiene após os dois meses de vida, e fazer a manutenção a cada dois meses para que ele se acostume com o procedimento. Posteriormente, um intervalo de seis meses passa a ser suficiente.

– Antes do banho, brinque com o gato, para que ele fique relaxado antes do momento de encarar a água.

– Prepare tudo que for preciso para o banho, para não correr o risco de ir buscar a toalha no meio do procedimento e deixar o gato estressado.

– Antes do banho, escove o pelo do animal para retirar o excesso de pelos.

– Prefira usar shampoos e condicionadores especiais para gato, e os que não possuam cheiro.

– Comece a despejar a água de cima para baixo, começando pelas patas. A cabeça deve ser a última parte do corpo do animal a ser molhada, e de preferência com um pano úmido.

– Prefira dar banho em dias quentes e seque bem o gato, com toalha, secador (se não estressar o bicho), ou o deixe tomar um pouco de sol.

– Ao finalizar o banho, se for necessário, escove novamente o animal.

– Jamais molhe as orelhas do gato, a umidade pode predispor a proliferação de fungos e bactérias, adoecendo o animal.

– No dia anterior, se puder, apare as unhas do animal, para evitar acidentes.

“Em casos de gatos com pelos muito longos, a recomendação é para que seja feita a tosa do bichinho. Neste caso, o tutor deve tomar cuidado para que o animal esteja confortável na ida e volta do veterinário e durante o procedimento, conhecendo antes o trabalho do petshop ou da clínica. Mudanças de ambientes fazem os gatos ficarem estressados”, finaliza o professor.



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